LITERATURA VIVA LITERATURA

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19.6.11

Outro poema

    Aí vai mais um poema de um amador de literatura:

To the Lighthouse

 

Torre move o mundo a Torre

    Torreão do guapo cego

    Maldição do preamar

    Holofote multicor

    Dividindo o ar  o mar  o arco  a ponte  o cais as nuvens lá no breu no fim de mim

    Paisagem nunca vista só movida  pelas puras letras marcas lupas baças só carcaças   

    Labirinto vertical

    Fosso mudo sideral

    Bem e mal

    Água e sal

    Treva densa

    Solidão

    Torreão

    Guapo seco

    Maldição

(rachadura, movo mais os elementos e as frinchas

algas liquens águas-vivas latas matas bóiam  lábios meus sugam  sal )

criado por jldinis    21:04 — Arquivado em: Sem categoria

16.7.10

Dos níveis

De tanto falarem, fiquei curioso. Li um chamado best-seller. O primeiro volume da trilogia de Steag Larson, Os homens que não amavam as mulheres.  Que sacrifício. Tudo é denotativo, transparente. Não há possibilidade de transcender o lugar-comum. Decepcionante. Mas entendo quem lê: opta por uma ”grande” leitura (o livro é realmente volumoso). O volume massageia o ego do leitor, que , ao vislumbrar os outros dois volumes, quer enfrentar com orgulho a saga da leitura infindável para sentir-se culto. É um Paulo Coelho da literatura policial.

       Umberto Eco analisa  outro fenômeno em Apocalípticos e Integrados;  cita O Velho e o Mar, de Hemingway como exemplo de obra pretensamente profunda:   incorpora uma alegoria mais ou menos óbvia que, ao ser decifrada pelo leitor, alivia seu complexo de massificação, dando-lhe a sensação de singularidade. Algo parecido ocorre com alguns romances de Saramago (como o Ensaio sobre a cegueira ou O homem duplicado, dentre outros).

        A leitura mais exigente e mais desafiadora: aquela que deixa lacunas, que aponta o incomensurável da alma humana, presente nos (estes sim) grandes:  Machado de Assis e seu Dom Casmurro; o mesmo Hemingway em diversos contos e alguns romances;  todo Conrad; Guimarães Rosa; José Cardoso Pires e O Delfim; Philip Roth; Henry James; Thomas Hardy e, claro,  os clássicos à toda prova: Homero, Dante, Shakespeare, Cervantes, Tolstói, Dostoievski, Gogol, Tchekóv, Górki, Euclides da Cunha, etc,etc. São níveis. Gosto se discute.

criado por jldinis    20:51 — Arquivado em: Sem categoria

24.4.10

Odisseia e Iracema

         Ler a Odisseia e. em seguida, Iracema é instrutivo.  A Odisseia parece escrita de nosso tempo, e lá encontramos de tudo: o tema da hospitalidade, o humor, a astúcia humana driblando o Destino, o realismo mágico, o suspense típico de novelas policiais, mesquinharia e miséria humanas, a política, a vingança inapelável, a violência cortante (literalmente) e seca… Tudo é grandioso e ao mesmo tempo “real”.  

        Em Iracema, o escritor cearence incorpora certos elemento da épica e, mesmo que com certo artificialismo, molda a Língua Portuguesa a fim de criar a solenidade de uma épica indígena.  Já dizia Machado de Assis que a voz do narrador, em Iracema, é a de um bardo.  As cenas em que Martim é hospedado na cabana de Araquem lembram muito as acolhidas que recebem Telêmaco e Ulisses.

      Martim seria um Ulisses preso aos encantos de Iracema/Calipso. O triste, o melancólico, é que Iracema não é uma semi-deusa. Não tem forças para suportar os voos de saudade de  Martim.  Perece abandonada pelos seus ( já que traíra os tabajaras) e, de certa forma, por Martim. Coitada. Alencar mostra o Brasil nascendo da dor (Moacir). O país que já nasce meio capenga, derrotado.

     Previsão ou maldição ?  Não, não. Nada disso. Alencar é apenas um grande escritor do romantismo brasileiro. Não é nenhum Machado de Assis…

criado por jldinis    15:55 — Arquivado em: Sem categoria

18.1.10

Leituras de férias

      Algumas leituras de férias:  Umberto Eco com Baudolino; Rubem Fonseca  / O Seminarista; Luíz Alfredo Garcia-Roza - Céu de Origamis ; Hemingway e uma lacuna desfeita com Por quem os sinoas dobram , e um retorno ao mesmo Hemingway com Paris é uma festa. Ah, também teorias: Alfredo Bosi e vários ensaios de Céu, inferno; Harold Bloom e seu Onde encontrar a sabedoria?

   Bem ecléticas, minhas leituras.  Mas poucas, pelo período ( de 24 de dezembro de 2009 até hoje, 18 de janeiro de 2010).  É que intercalo as leituras com alguns filmes aos quais já deveria ter assistido em 2009, e só agora há tempo.  Como as férias são de-li-ci-o-sas…

    Talvez, nos parágrafos acima, um alerta: trabalhar, sim, mas reservar um tempo para mim e à família. Este ano, com certeza.

criado por jldinis    17:40 — Arquivado em: Sem categoria

30.9.09

Outro Philip Roth

   Lobo Antunes tem razão: é prazer único a descoberta do genial, quando da leitura de um romance.  O título desencoraja, até faz rir:”Casei com um comunista”, de Philip Roth. Mas que maestria;  que profundidade que vai direto ao ponto.  A complexidade na trama, o jogo temporal, tudo flui com claridade.  Coisa de mestre.  Cada vez mais, ao tomar contato com a obra deste extraordinário escritor, penso em Conrad e Dostoievski.  As mesmas forças conturbadas, e algo comum aos grandes, como Machado de Assis: a constatação de que somos indecifráveis, contraditórios, com muitas lacunas.

       A política, a história do século XX e a obscuridade da alma humana. Tudo em uma prosa límpida, emocionante, humana, brilhante. Que escritor !

criado por jldinis    21:10 — Arquivado em: Sem categoria

6.9.09

Poemeu (como diria Millôr)

 

Que vivo em país de mentirinha,

 ONDE TUDO  DE BRINQUEDO ME PARECE;

 E QUE A MÍDIA AQUI, LINHA APÓS LINHA,

 IMAGEM APÓS OUTRA, NADA TECE

 

DE PROBO, SÉRIO,VIGOROSO E SÃO,

SEI  EU, ESTRÍDULO CANTOR SEM ALMA.

MAS TRISTE É VER QUE A PLEBE, SEM AÇÃO,

BOVINA, ESPÚRIA E SONOLENTA CALMA,

 

DOBRA-SE  ÀS  PREMISSAS CONTINGENTES,

DOBRA-SE COM OLHAR ADOCICADO,

DOBRA-SE SEM ENCONTRAR OS SEUS AGENTES.

 

E AQUI, DESTE PALANQUE LITERÁRIO,

(PALANQUE QUE QUERIA SER PALANQUE)

SOU NULO E ME FAÇO LIBERTÁRIO.

criado por jldinis    19:37 — Arquivado em: Sem categoria

23.8.09

Alguma literatura e algumas cidades

Sempre achei curiosa e perspicaz a opinião de Vergílio Ferreira segundo a qual , na cidade de São Paulo, todos parecem andar pelas ruas como que entorpecidos, dopados. O grande romancista e ensaísta português não gostou de São Paulo, quando aqui esteve. Em Conta-corrente ( e não Contra-corrente, como vi há algum tempo em um livro especializado), diário publicado em vários volumes, o autor compara o Rio de Janeiro a São Paulo. A visita ocorreu, parece, na década de 80. Vê o Rio como uma cidade iluminada, sempre com o sol refletindo nos edifícios modernos. Já São Paulo é mostrada como cinzenta, esquisita. A opinião é estranha porque contrastante com a mundividência do autor: são romances existencialistas, nos quais, via de regra, o pessimismo é agudo e o indivíduo se vê perdido, só, em um mundo sem sentido. O caos paulistano deveria, portanto, corroborar seu olhar sobre as coisas. Mas ocorre o oposto. É a cidade iluminada que lhe serve de referência, e não o espaço que, graças ao caos, levaria o indivíduo à introspecção existencial. Talvez haja uma correlação entre sua visão mais objetiva da realidade , reservada para seu diário, e uma visão subjetiva ( e sombria), própria de seus romances.
Entre os brasileiros, claro: Machado de Assis. O psicologismo de seus narradores não os impedem de tornar o espaço carioca imprescindível para a compreensão da Obra. A presença do mar em Dom Casmurro, por exemplo, é exporádica mas intensa, poética, capital : os olhos “de ressaca” de Capitu; a morte de Escobar, tragado pelas ondas reais e metafóricas ( o olhar de Capitu).
Em Lima Barreto, a referência ao espaço do subúrbio carioca de início de século XX é documento humano precípuo a historiadores e geógrafos que queiram estudar a topografia da “cidade maravilhosa”. Sem falar na São Paulo desvairada do nosso Mário de Andrade. ( mudar)
As cidades sempre foram personagens de interesse; lembro de Avalovara, de Osman Lins, romance no qual o protagonista, um intelectual pernambucano (uma clara referência autobiográfica), é um viandante que estabelece paralelos entre três mulheres e algumas cidades. Roos é uma holandesa que viaja por várias cidade européias, com o narrador , jovem, apaixonado e em seu encalço; Cecília é, em tempo posterior, uma recifence, conhecida da Gorda ( mãe do protagonista, ex-prostituta), que no transcorrer do relacionamento com Abel ( o narrador) , revela-se um ser andrógino. Mas é em São Paulo que o protagonista se depara com sua amante definitiva, que o levará à tragédia final. Esta amante , pertencente a uma família paulistana tradicional, mas decadente, é criada no edifício Martinelli. Sua mãe é um ser fútil, preocupada com as aparências. Seu pai, portador de uma série de deficiências. A amante paulistana de Abel é casada, sabemos no transcorrer da narrativa, com Olavo Hayano, um ricaço, também de família tradicional e, parece, ligado aos militares. Desde o início de Avalovara a narrativa é entrecortada pele relação sexual que se estabelece entre Abel e sua amante  que é representada por um símbolo em toda a obra. A relação chega ao ápice quando, ao final da obra, Olavo flagra os amantes em sua própria casa e os mata com disparos de um revólver. A cidade de São Paulo assume um caráter simbólico, quase mítico. Há algumas citações que introduzem a obra e tentam justificar sua compexidade. Em uma delas, de Mircea Eliade, há a referência à “cosmogonia”:
“Uma criação implica superabundância de realidade, ou por outras palavras, uma irrupção do sagrado no mundo. segue-se daí que toda construção ou fabricação tenha como modelo exemplar a cosmogonia”
Na literatura de língua estrangeira as cidades também incorporam organicidade ( com o perdão do trocadilho), como seres vivos. Sem dúvida é espantoso o conhecimento de um Balzac sobre Paris e outras cidades francesas, desde logradouros até costumes de classes sociais diversas. Dickens, no mesmo período, não deixa a dever em observações argutas sobre Londres sofrendo os efeitos da Revolução Industrial. Em Um Conto de duas cidades, o romancista apresenta Londres e Paris como metáforas de avanços e retrocessos vinculados às conseqüências da Revolução Francesa.
E há também as cidades que não representam apenas metáforas, mas que estão definitivamente incorporadas à poética do escritor. É o caso da Dublin de Ulisses, do irlandês James Joyce, ou da Buenos Aires mítica que percorre vários contos, ensaios e poemas de Jorge Luís Borges. Em Proust, as várias cidades , desde a Combray provinciana até o grand monde parisiense; e, no francês, é inegável o aspecto visual, cinematográfico mesmo, de suas descrições, a ponto de fixar-se na memória do leitor imagens geradas pela leitura do À la recherche du temps perdu . Sem falar na São Paulo desvairada do nosso Mário de Andrade. Ou do personagem central de Inventário do Tempo, de Michel Butor, em que toda uma topografia é criada por meio de palavras, o que torna a cidade de sonho quase palpável.
Nas melhores novelas policiais, o espaço urbano é essencial. A Paris de Maigret, com seus vários matizes (Otto Maria Carpeaux diz que Simenon é insuperável na caracterização da “meteorologia”, no clima entendido como efeito físico) ; a Londres enevoada de Conan Doyle; a Nova Iorque de Lawrence Block; o Rio de Janeiro de Rubem Fonseca e de Luís Alfredo Garcia-Roza..
E, talvez o exemplo mais dramático, que dizer da Praga de Kafka ? Tão real e ao mesmo tempo distorcida por seu expressionismo agônico, Tão particular e simultaneamente tão universal e atemporal…
E ainda dizem que Literatura é pura evasão… Quão realista deve ser um escritor para sair do ramerrão do dia-a-dia e, transcendendo, vislumbrar criticamente e com certo phatos seu local de origem e convivência!

criado por jldinis    20:44 — Arquivado em: Sem categoria

Da redação e da pretensão de ensiná-la.

Como dar início a um romance. Não, o problema não é iniciá-lo, mas desenvolvê-lo e finalizá-lo. Há que se ter muita persistência, muito senso de minúcia. Pode-se, também, como disse Wilson Martins em um texto crítico sobre livro de Daniel Piza em que este trata de Machado de Assis, escrever “ao correr do computador”. Aliás, é o que faço agora. Mas a todo instante um certo receio de falta de inspiração me acomete. Além disso, ao pensar em escritores tão ciosos do uso preciso da palavra, nas vezes que tiveram de refazer seus textos, cortá-los, transformá-los de edição para edição, um peso na consciência, um sentimento de culpa acomete o candidato a escritor (no caso, eu).
Há uma parte dos estudos literários que trata dos processos de criação, com investigações que incorporam manuscritos, microfilmes, esboços… : é a Crítica Genética. Talvez o incipiente e insipiente escritor devesse escrever uma dissertação de mestrado, que leve em conta a crítica genética, sobre seu escritor predileto. Após incorporar os processos de confecção e refletir sobre eles, aí sim: estaria formado um escritor em potencial.
Mas os mecanismos da criação estariam reduzidos a um mero aprendizado em torno de técnicas. E sabemos, pelas diversas biografias de nossos antepassados escritores, que , de maneira geral, o escritor verdadeiro incorpora as diversas técnicas quase que de maneira natural, sem “racionalizá-las”; mesmo porque o grande escritor é um criador de sua própria técnica. A incorporação das diversas maneiras de narrar se daria de maneira espontânea, pela contínua leitura de outros grandes escritores do passado. Ou alguém já ouviu algo em torno de aulas de redação das quais Flaubert houvesse participado ? Ou Machado de Assis ? São autodidatas. Intuímos, ao termos contato com a biografia de um monstro sagrado da literatura, a dialética que presidiu ao aprendizado: as leituras constantes, a aceitação de um mestre, de um modelo inicial, as várias tentativas e erros, o amálgama entre ficção e realidade e, em um determinado momento, a explosão do estilo próprio, de únicas idéias, de construções inquietantes e inusitadas.
A conclusão inevitável: não há como “ensinar” redação a quem quer que seja. Os “técnicas”, via de regra, primam pela falta de originalidade, pela chatice, por tornar o texto artificial, sem aquele sopro de ar fresco que só percebemos em quem tem contato constante com, aí sim, modelos  isto é, com o que há de mais instigante e vivo.
Logo vem à mente a palavra “bagagem”. Mas é isso. Na bagagem levamos o precípuo. Ao viajarmos, como “aprender” aquilo que deveria estar em nossa bagagem, que nos seria essencial ? Claro, é um mercado próspero. Muitos profissionais, de diversas áreas, lêem manuais em que palavras como “eficácia” ou “correção” aparecem como fórmulas mágicas. Estes manuais seriam sucedâneos de livros de auto-ajuda, mas com um tema específico: o escrever. Claro: o profissional ingênuo acredita que ao ler tais manuais está “aprendendo” a escrever. Quando muito, lê e memoriza aquilo que logo esquecerá. Mas, pensam, é “perda de tempo” ler um Eça, ou um Machado de Assis. E quando se deparam com qualquer mínima dificuldade em leituras contemporâneas, não persistem.
Na verdade, “ensinar” redação é instigar à leitura o leitor potencial .

criado por jldinis    20:31 — Arquivado em: Sem categoria

14.8.09

Philip Roth e sua Pastoral Americana

     Amplo painel da derrocada das ilusões americanas no romance Pastoral Americana, de Philip Roth. Grande escritor.  Tremendo.  O “Sueco”, protagonista, Seymour Levov, um empresário apolíneo que vê o mundo literalmente ruir em torno de si.  Comovente o esforço de Levov em tentar preservar um estado de pureza que, supõe, possa ser conservado apenas pela manutenção do legado de seu pai.

    O leitor brasileiro deve ter alguma paciência com os relatos envolvendo a vida tipicamente norte-americana dos anos 40, 50 e 60.  Mas nada é muito monótono. O ogo temporal funciona sem que o escritor dê a impressão de usar a “técnica pela tècnica”.  As últimas páginas do romanmce são sublimes (apesar de, claro, muito pessimistas, soturnas, sombrias, e, por que não dizer, irônicas, quase de um humor negro.  É dia de ação de graças e, com família e amigos reunidos em uma mansão de pedra isolada no interior de New Jersey, Levov tem revelações surpreendentes sobre sua filha (terrorista fugitiva), sobre sua mulher ( que é flagrada com o amante, vizinho e conviva da festa, representante dos tradicionais anglo-saxões protestantes fundadores do lugar, o que contrasta com a origem judaica de Levov). 

        O personagem lembra outros criados por Joseph Conrad.  No romance “Victória”, o protagonista também deseja preservar um estado de pureza isolando-se em uma ilha com sua amada, e também, estupefato, vê sua ilha pretensamente incólume ser ivadida por assasssinos;  em “Lord Jim”, outro personagem solar vítima das circunstâncias, do destino, e, também, de sua própria personalidade.

    O tema é comum:  a impossibiliadede harmonia em um mundo desconcertado.  É o “desconcerto do mundo”,  de Camões

       Em Roth, esse desconcerto invade a vida de Levov como uma avalanche incontornável. Belo romance, que nos faz vislumbrar esse mundo urbano e pós-industrial (que também é de  São Paulo ) sem ilusões. Romance universal: a falsa pureza que se liquefaz em contato com as transformações históricas, com o andar da história.

       Não se enganem; neste romance Philip Roth não é, nem um pouco, conservador.  A crítica ao “american way of life” é muito, muito ácida.  Tão ácida que o protagonista não se mostra dramático.  Talvez o que choque mais o leitor é a contenção mostrada por Levov em relação às descobertas, a medíocre (falta de ) reação. A abulia. Como diz Drummmond em poema famoso, por sob os escombros o que resta é um rato…(sombrio, credo!)

criado por jldinis    9:56 — Arquivado em: Sem categoria

12.8.09

De avaliações, concursos e cia.

   O bom desempenho em uma avaliação exigente de Língua Portuguesa, Literatura ou qualquer “humanidade” (seja dissertativa ou de “múltipla escolha”)  depende pouco (mesmo) dos “saberes”. A boa avaliação deve levar em conta principalmente as conquistas do estudante a médio e longo prazo, quais sejam, aquelas adquiridas pela prática da leitura de bons livros. Apenas assim o estudante alcançará o principal objetivo (a meu ver) do estudo de uma língua:  a desenvoltura  perante qualquer texto. O educando (e todos nós nunca deixamos de sê-lo) deve se mostrar um leitor e escritor diferenciado. Automaticamente, os resultados serão excelentes.

     Isto é válido também para concursos. A pressão a que candidato é submetido, quando ele está realmente preparado, faz parte daquele famoso estresse positivo, que aguça os sentidos e coloca o examinado, na hora certa, em “ponto de bala”.

criado por jldinis    16:47 — Arquivado em: Sem categoria

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